Como fazer seus improvisos
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A arte da improvisação é algo um pouco pessoal, mas aqui tentarei externar isso mostrando como é o meu modo de improvisar dentro de uma banda ou solo. Várias situações vividas por mim em shows, apresentações, solos, etc.; onde irei dizer um pouco sobre improviso.
Improvisar nada mais é do que improvisar, ora. É sempre bom entender o que significa esses nomes complexos da música. Veja um exemplo: Quando eu tenho uma música no tom D e falo que preciso mudar de tom. Com isso acabo decidindo bemolizar no mesmo tom, ou seja, ficaria um Db, nada mais que um C#. Aqui a idéia é tonar o tom bemol, por isso bemolizar. Da mesma forma que se você está tocando num lugar uma música cujo tom é E e alguém acaba dizendo: "Vamos subir para F#". Isso seria o desespero de muitos, porque esse tipo de campo harmônico poucos conhecem a sequência e a fundo. Mas o que fazer nessas horas? Bom, é preciso neste momento ter uma certa lógica instantânea.
Essa tal lógica instantânea que falo é a seguinte:
Imagine que a música é bem simples, e está mesmo no tom E. As notas delas são:
E, B/D#, C#m7, C#m79, C#m79/B, A7+9-, B79- e E
Até aqui é bem simples, mas usando o exemplo acima, o tom é esse, mas o cantor quer que suba o tom para um momento mais especial e de maior importância para F#. A lógica instantânea que digo, neste caso, é de E para F#, seria uma mudança de um tom e ficaria assim:
F#, C#/F, Ebm7, Ebm79, Ebm79/C#, B7+9-, e F#.
Viu como é bem simples uma mudança de tom improvisada no momento, veja que o improviso é conhecer escalas para mudança de tom e também para ter um bom ouvido para improvisar de outra forma, entenda. Vou dar um exemplo meu para que você entenda melhor. Por meu ofício musical, já toquei em algumas brincadeiras/gincanas/dinâmicas, onde era dito uma palavra aos participantes (todos adultos) e eles haviam de cantar uma música com aquela palavra. Era algo muito interessante que os músicos também haviam de acompanhar aquele que cantava, por muitas vezes eu nem mesmo conhecia a música completamente, mas tinha uma noção de como era. Eu estava tocando teclado, ouvia a pessoa, dizia o tom aos demais da banda e tudo acontecia como um passe de mágica. Imagine uma banda com teclado, violão, bateria, vozes e baixo. Tenha certeza, com esses instrumentos e com a qualidade dos músicos era uma banda que segurava qualquer cantor de qualquer qualidade ou estilo. Como dizia, assim que arranjava e dizia o tom aos demais e uma pequena lógica a seguir todos já entendiam o meu raciocínio e iam embora., caminhando na música. Obviamente que a anda para ter esse conhecimento e introzamento todo demora um pouco e demanda humildade da parte de todos.
Sei que isso foi o suficiente para que você entenda o que é improvisar na música. Não é possível dizer qual o momento que acontecerá com você, mas é possível prever o que fazer para um momento como este. Minha dica é conhecer os tons e suas sequências básicas pelo menos, aqui dei um exemplo bem simples, mas há momentos em que além que improvisar acabo tornando a música bem harmônica cheia de sétimas, quintas quartas, nonas, maiores e menores, mas não se preocupe, isso é com o tempo, mesmo porque, tudo demais, pode comprometer a boa sonoridade.
Por: Leonardo Amaral
Improvisar nada mais é do que improvisar, ora. É sempre bom entender o que significa esses nomes complexos da música. Veja um exemplo: Quando eu tenho uma música no tom D e falo que preciso mudar de tom. Com isso acabo decidindo bemolizar no mesmo tom, ou seja, ficaria um Db, nada mais que um C#. Aqui a idéia é tonar o tom bemol, por isso bemolizar. Da mesma forma que se você está tocando num lugar uma música cujo tom é E e alguém acaba dizendo: "Vamos subir para F#". Isso seria o desespero de muitos, porque esse tipo de campo harmônico poucos conhecem a sequência e a fundo. Mas o que fazer nessas horas? Bom, é preciso neste momento ter uma certa lógica instantânea.
Essa tal lógica instantânea que falo é a seguinte:
Imagine que a música é bem simples, e está mesmo no tom E. As notas delas são:
E, B/D#, C#m7, C#m79, C#m79/B, A7+9-, B79- e E
Até aqui é bem simples, mas usando o exemplo acima, o tom é esse, mas o cantor quer que suba o tom para um momento mais especial e de maior importância para F#. A lógica instantânea que digo, neste caso, é de E para F#, seria uma mudança de um tom e ficaria assim:
F#, C#/F, Ebm7, Ebm79, Ebm79/C#, B7+9-, e F#.
Viu como é bem simples uma mudança de tom improvisada no momento, veja que o improviso é conhecer escalas para mudança de tom e também para ter um bom ouvido para improvisar de outra forma, entenda. Vou dar um exemplo meu para que você entenda melhor. Por meu ofício musical, já toquei em algumas brincadeiras/gincanas/dinâmicas, onde era dito uma palavra aos participantes (todos adultos) e eles haviam de cantar uma música com aquela palavra. Era algo muito interessante que os músicos também haviam de acompanhar aquele que cantava, por muitas vezes eu nem mesmo conhecia a música completamente, mas tinha uma noção de como era. Eu estava tocando teclado, ouvia a pessoa, dizia o tom aos demais da banda e tudo acontecia como um passe de mágica. Imagine uma banda com teclado, violão, bateria, vozes e baixo. Tenha certeza, com esses instrumentos e com a qualidade dos músicos era uma banda que segurava qualquer cantor de qualquer qualidade ou estilo. Como dizia, assim que arranjava e dizia o tom aos demais e uma pequena lógica a seguir todos já entendiam o meu raciocínio e iam embora., caminhando na música. Obviamente que a anda para ter esse conhecimento e introzamento todo demora um pouco e demanda humildade da parte de todos.
Sei que isso foi o suficiente para que você entenda o que é improvisar na música. Não é possível dizer qual o momento que acontecerá com você, mas é possível prever o que fazer para um momento como este. Minha dica é conhecer os tons e suas sequências básicas pelo menos, aqui dei um exemplo bem simples, mas há momentos em que além que improvisar acabo tornando a música bem harmônica cheia de sétimas, quintas quartas, nonas, maiores e menores, mas não se preocupe, isso é com o tempo, mesmo porque, tudo demais, pode comprometer a boa sonoridade.
Por: Leonardo Amaral
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