domingo, 30 de dezembro de 2007

========================================
Arranjos, harmonia e improvisos
========================================
Como você já pôde acompanhar. Todos os tópicos musicais são de assuntos específicos, coisas específicas. São dúvidas mais concretas e maiores. Certamente, também é observado situações de menor complexidade para o músico. Pois bem, neste tópico vamos tratar de um assunto muito interessante, pois quando se sabe tocar, já se conhece o instrumento, já se possui uma banda, será que falta, ainda, alguma coisa?


Sim falta. Falta saber dar mais vida à melodia, saber dar mais hormonia e de quebra um improviso aqui e outro ali para trazer o diferencial de cada músico. Uns usam de algum artifício do blues para trazer uma vida e um toque mais especial, já outros usam de uma escala pentatônica maior ou menor para isso. O que importa é que é um improviso fazer isso. Há músicas que sempre usam a sétima aumentada para isso, mas nem sempre dá certo quando se está no início de uma música, por exemplo, pode comprometer o cantor inexperiente fazendo com que ele perca o tom da música. Pois bem, abaixo vamos fazer exemplos simples, aplicados a um tom específico ou a um modo, para tratar do geral. Quando se usa um tom em específico é super importante, pois assim você aplica aos demais tons, principalmente, Bb, F#, D#, pois são notas pouco estudadas pelos músicos. São poucos os músicos que estão tocando em C, por exemplo, e sobem para D# sem maiores problemas; mas já outros acabariam com uma banda se você preciso fazer isso rapidamente. Mas vamos a exemplos práticos.




Harmonia



Veja este exemplo, simples ao extremo, que pode ser usado como uma bossa-nova, no caso.


F | Gm | Am | Bb | C7 |

Bb | Cm | 7 | Bb | Eb |

D | Em | A | D/F# | Bm |

F | Bb | C | F Dm | Gm C7 |


Tocar esse acordes acima é muitos simples, fácil de fazer. Mas aí está o segredo da hamornia que poucos sabem. Quando se fala de hamornia, nada mais é do que os acordes normais somados ou não de outras notas acessórias. Ou seja, como este exemplo acima poderíamos tocar uma música sem maiores problemas, mas se aplicássemos algumas sétimas e sétimas maiores? Vamos ver como ficaria.


Veja:


F7+ | Gm7 | Am7 | Bb7+ | C7 |

Bb | Cm7 | F7 | Bb7+ | Eb7+ |

D | Em7 | A7 | D/F# | Bm7 |

F7+ | Bb7+ | C7 | F7+ Dm7 | Gm7 C7 |


Perceba que a sonoridade será outra completamente distista da anterior. Haverá aqui uma soma de valores sobre os acordes, eles ficaram mais cheios, mais completos;



Improvisos


Veja este exemplo de improviso, também numa classificação de notas bem simples.


- Todo acorde maior possue dois relativos menores:

C possue Am e Em

- Todo acorde menor possue dois relativos maiores:

Cm possue Ab e Eb


Aplicando isso a todos os acordes você consegue grandes resultados, veja como:


Se está tocando uma música, cujo tom é C, poderá facilmente usar, Am, Em, Dm, G7, sem maiores problemas, dentro da escala de C você poderá improvisar sem que haja um sonorização estranha ou inadequada. No campo harmônico de C, por exemplo, temos:


- C - Dm - Em - F - G - Am - G/B - C - Isso se falando em acordes feitos.

Com essa base aplicada a todos os tons você terá uma grande desafio de estudo. Essa é a intenção para que aprenda o raciocínio que é muito simples. Tente primeiro elevar esse exemplo com um TOM completo, depois que já se familiarizar, eleve com MEIO TOM, assim terá grandes resultados e verá que você é capaz de aprender muita coisa, num só dia e com um só exemplo, apenas repassando aos demais tons esse método.


Um pouco mais sobre uma grande dúvida de todos. Muitos se perguntam qual nota usar em que tom e em que hora. Bom, há uma regra básica, não que essa não possa ser quebrada, pois pode-se usar uma nota que não faça parte da escala como apenas, "PASSAGEM", mas deixemos isso para outros tópico e vamos falar um pouco mais de escalas.

O Campo Harmonico é formado pelos acordes gerados por uma determinada escala ou modo. Esse acordes são formados por tríades ou tétrades. Deve-se respeitar os acidentes de cada escala ou modo. Veja o exemplo abaixo, e tente montar C.H. em outras tonalidades.




Arranjos


Falar de arranjo é algo bem simples. Mas vamos, a princípio, entender a definição de arranjo. Arranjar, como um buque de flores é enfeitar, inovar, fazer uma coisa, um molde para essa coisa, mas diferente, novo, bonito. Quando vamos comprar rosas escolhemos elas e depois pedimos para que o florista faça um arranjo bem bonito, não é verdade? Esse é o arranjo. Você escolhe a letra da música, a cria, a faz e forma de deseja, como escolhe as rosas. Depois, você faz o arranjo, que é o rítmo, as partes instercolutórias, que seriam os interlúdios, solos ou instrumentais no meio da música, coloca os arranjos tanto vocais como instrumentais. Pronto, você acaba de descobrir o que é arranjo.

Para fazer/criar um arranjo é preciso entender do rítimo, entender de campo harmonico para não colocar nenhuma nota no momento errado, talvez o arranjo até seja bom,
========================================
Formação de acordes - Tríades, tétrades e inversões

========================================


O acorde pode ser formado por três ou mais notas.


Tríade


É o acorde consistido de três notas, organizadas para formarem intervalos de terças superpostas.

Principais Tríades:

  • Maior - T 3M 5J
  • Menor - T 3m 5J
  • Diminuta - T 3m 5dim
  • Aumentada - T 3M 5aum


Tétrade


É o acorde consistido de quatro notas, organizados para formarem intervalos de terças superpostas.

Exemplo em Do maior:

C7M - T 3M 5J 7M
Am7 - T 3m 5J 7m


Um acorde está em seu estado fundamental, quando a tônica (ou fundamental) está no baixo (nota mais grave do acorde).


Inversão


Ocorre quando as notas são reorganizadas de modo que, a nota mais grave do acorde não seja a tônica (ou fundamental). Podemos dividir essa reorganização das notas em três inversões:




1ª Inversão - quando a terça vai para o baixo



2ª Inversão - quando a quinta vai para o baixo

3ª Inversão - quando a sétima vai para o baixo



Por: Leonardo Amaral






Voltar ao início